sábado, 25 de julho de 2026

O surgimento da comunidade de Santo Antônio

O surgimento da comunidade de Santo Antônio Segundo Serginho, a comunidade de Santo Antônio começou a se desenvolver a partir da construção da Capela de Santo Antônio. Foi o padroeiro da capela que deu nome à comunidade e contribuiu para a formação do povoado. Antes disso, muitas famílias residiam em localidades vizinhas, como o sítio Quebradas, nas proximidades de Rodolfo Fernandes, além das comunidades de Passagem Limpa e Condado. No sítio Quebradas havia escola e algumas poucas residências, realidade que marcou as décadas de 1930 e 1960. Os moradores mais antigos contam que Pedro Batista, grande devoto de Santo Antônio, sonhava em construir uma capela dedicada ao santo. Graças ao seu empenho, esse sonho começou a se concretizar. Em 1963, Monsenhor Amílcar visitou a comunidade para abençoar o terreno onde seria construída a igreja. Há relatos de que o religioso sugeriu que o padroeiro fosse São Luís, uma vez que já existia uma capela dedicada a Santo Antônio no sítio Córrego. No entanto, Pedro Batista manteve sua devoção e decidiu que o templo continuaria sendo dedicado a Santo Antônio. Em 1965, a Capela de Santo Antônio foi oficialmente inaugurada. Sua construção contou com a colaboração de diversas famílias e amigos da comunidade, em um grande mutirão. Aos poucos, as pessoas começaram a construir suas casas ao redor da capela. Quando alguém perguntava onde determinada família iria morar, a resposta era: "perto da Capela de Santo Antônio". Assim, de forma espontânea, surgiu o nome da comunidade de Santo Antônio. Serginho destaca que uma das principais características da comunidade é o forte espírito de união. Muitas conquistas foram alcançadas por meio do trabalho coletivo, dos mutirões e da participação comunitária. Segundo ele, quando o objetivo é o bem comum, todos se unem para realizá-lo. Embora existam divisões político-partidárias — algo que considera natural e presente ao longo da história local —, essas diferenças ficam em segundo plano quando a causa envolve o desenvolvimento da comunidade. "Quando é por Santo Antônio, todos participam", afirma. Entre as famílias pioneiras e mais representativas da comunidade, destacam-se os Martins, Nunes, Holanda, Moura e Batista. Outra característica marcante dos moradores é o sentimento de pertencimento e o orgulho de serem filhos dessa terra. No aspecto religioso, a Capela de Santo Antônio sempre ocupou papel central na vida da comunidade. Já no campo cultural, Santo Antônio preserva diversas manifestações artísticas e tradicionais que vêm sendo fortalecidas ao longo dos anos. Algumas delas chegaram a ser interrompidas por um período, mas foram posteriormente retomadas, como o Pastoril, introduzido por Dona Neci Brito, que trouxe essa tradição de Felipe Guerra. Também fazem parte da história cultural da comunidade o Desfile de Sete de Setembro, o grupo de Papangu, os desfiles para escolha da rainha do milho e do feijão, os leilões, as quadrilhas juninas e, mais recentemente, desde 2013, o Auto de Santo Antônio, iniciativa que vem reacendendo a identidade cultural do distrito.

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