terça-feira, 7 de julho de 2026

Dona Mariinha Holanda

Maria de Holanda Sobrinha (Mariinha Holanda) Nascida em 10 de março de 1929, Maria de Holanda Sobrinha, carinhosamente conhecida como Mariinha Holanda, era filha de Antero Martins da Costa e Maria das Dores Cavalcanti. Na década de 1950, casou-se com Francisco Holanda Cavalcante, conhecido como Neném Belino, falecido em 1969. Dessa união nasceram vários filhos. Seu esposo exerceu o mandato de vereador no município de Itaú durante as décadas de 1950 e 1960, destacando-se pela dedicação às causas sociais e ao desenvolvimento da comunidade. Com a emancipação política de Severiano Melo, antigo povoado de Bom Lugar desmembrado de Itaú, Mariinha escreveu seu nome na história do município. Em 1965, participou da primeira eleição da cidade e foi eleita a primeira mulher vereadora de Severiano Melo, sendo reconduzida ao cargo nas eleições de 1968. Em 1972, aceitou o convite para concorrer ao cargo de vice-prefeita na chapa liderada por Francisco Ferreira Sobrinho. Vitoriosa nas urnas, tomou posse em janeiro de 1973, exercendo o mandato até janeiro de 1977. Tornou-se, assim, a primeira mulher a ocupar a Vice-Prefeitura de Severiano Melo, consolidando sua posição como uma das maiores pioneiras da participação feminina na política local. Após esse período, voltou a conquistar uma cadeira na Câmara Municipal nas eleições de 1982, assumindo o mandato em 1983 e permanecendo no Legislativo até 1988. No mesmo ano em que encerrou esse mandato, viu seu filho, Leonel Holanda Martins, ser eleito vereador do município, dando continuidade ao compromisso da família com a vida pública. Nas eleições municipais de 1992, Mariinha foi novamente eleita vice-prefeita, desta vez compondo chapa com o ex-prefeito Genildo de Freitas Melo. Empossados em janeiro de 1993, governaram o município até o final de 1996. Ao longo de sua trajetória, Dona Mariinha tornou-se uma das mais importantes lideranças políticas de Severiano Melo. Sua atuação foi marcada pelo compromisso com o bem-estar da população, pela simplicidade, pelo respeito às pessoas e pela dedicação às causas públicas. Foi a única ex-parlamentar viva das primeiras legislaturas do município, correspondentes aos períodos de 1965–1969 e 1969–1973, tornando-se uma referência da memória política severianense. Após seu falecimento, os poderes Executivo e Legislativo municipais emitiram notas de pesar destacando sua relevante contribuição para a história de Severiano Melo. Em uma das homenagens, foi ressaltado que "ela deixa um legado de dedicação à vida pública, marcada pelo compromisso com o bem-estar da população severianense e pela atuação firme e respeitosa nos espaços em que serviu." Além da atuação política, Dona Mariinha também deixou sua marca na vida religiosa do município. Devota de Santo Antônio, participou ativamente das atividades da Igreja, contribuindo para o fortalecimento da fé e das tradições religiosas da comunidade. Seu legado permanece vivo na história de Severiano Melo como exemplo de pioneirismo, liderança, serviço público e amor à sua terra, inspirando as novas gerações a exercerem a cidadania com responsabilidade, compromisso e espírito comunitário.

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